13 fevereiro 2012

Olhando o Bilau do Outro no Banheiro Coletivo.

Certa vez entrei em um banheiro de um supermercado de uma rede francesa e me assustei com a quantidade de caras que fitaram meu pênis, não que ele seja algo que chame tanta atenção, afinal não sou um cara que definem como super dotado. Aquela ação de quatro jovens me chamou atenção a ponto de eu ir a gerencia do supermercado e reclamar por não ter um local reservado, a gerente me disse que antes havia, mas que tinham sido retiradas por que muitos praticavam sexo ali. Questionei terem tomado tal decisão ao invés de terem outra atitude, imagina se quisesse fazer o número dois. Tempos depois nesse supermercado fecharam o banheiro completamente e quem perdeu foi os clientes.
Talvez alguns devam me chamar de moralista por isso, de envergonhado, mentiroso ou qualquer outra coisa, isso não foi a primeira vez que me aconteceu.  Já vi o mesmo acontecer em bares, boites, aeroportos e em outros locais. Esse tipo de comportamento não algo exclusivo de ambientes gays e comportamento particular de homossexuais, há muitos heterossexuais que não resistem a uma olhadela para o pinto alheio. Acredito não serem os mesmo motivos.
A diferença entre heterossexuais e homossexuais nesses casos é que um dá uma olhada e logo tira o olho e se concentra no seu próprio pinto, e infelizmente no caso de muitos gays os “caras” parecem ficar encantados pela serpente do outro, encaram o outro como se estivessem o convidando para uma rapidinha ou um boquete. Há quem goste desse tipo de comportamento, mas muitos outros se incomodam, além do mais nunca se sabe do que outro é capaz. Imagine encontrar uma pessoa homofóbica em locais como os descritos.
Continuando com a saga da olhada, tem quem fica olhando discretamente pelo canto do olho, outros pelo reflexo do espelho e outros usam todos os métodos. Já vi gente levando tabefe por esse tipo de comportamento, já ouvi gente dizer ter nojo e vontade de matar pessoas que não respeita o outro ao lado. Vi até mesmo gente entrar em fria pelo fato de telefonar para números que estão anotados, “pixados” em banheiros.
Hoje procuro banheiros reservados por causa desse tipo de gente, por mais que eu respeite e tente entender, isso não me agrada e incomoda profundamente. Fica aqui o toque; pense bem em suas ações, pois elas podem lhe constranger. Em uma breve pesquisa no facebook percebi respostas diversas sobre o assunto, e lá há somente pessoas que tendem conviver com as diferenças, mesmo assim teve gente que disse ter vontade de espancar quem é adepto a olhadela no peru do outro.

3 comentários:

  1. Fiquei meditabundo diante do que vc postou Biazzi.
    Bem cedo aprendi em psicanálise que a sexualidade é errática, que há milhares de formas na mesma proporção em que no mundo há milhões de seres humanos. No entanto alguns aspectos são comuns a grupos de pessoas, independente do grupo étnico ao qual pertençam.
    O falo, pênis e tudo aquilo que simbolicamente tenha alguma referência ou ligação direta com o poder, efetivamente se torna alvo de admiração, chama atenção.
    Concordo com os teóricos quando afirmam que a base da homossexualidade é o narcisismo, o princípio é a admiração e o desejo que a pessoa nutre por si mesmo. Isso passa a ser a base que vai sustentar as relações interpessoais.
    Busca-se no outro aquilo que se considera ideal em si mesmo.
    O pênis há milhares de anos tem um significado que extrapola os limites da genitalidade, ao mesmo tempo em que esses significados se fundem, se amalgamam.
    Um outro detalhe é o ver, voyer como é classificado.
    O comer com os olhos, o ter com os olhos.
    O voyerismo está presente na história da humanidade desde os tempos idos, incitando, excitando, ativando curiosidades e desejos.
    Uma velha frase já nos diz o que os olhos não veem o coração não sente.
    A exposição pública é um outro detalhe a ser considerado.
    Há quem se deleite com isso, há quem sofra as dores do inferno com aquilo que a tantos delicia.
    Já vi homens de pênis imensos cujo maior prazer não é usa-los efetivamente metendo em alguém ou em alguma coisa. O maior prazer é a exibição.
    O mesmo ocorre com homens com pênis menores, salvo a excessão dos micro-pênis.
    Mas já vi homens de pênis grandes e pequenos, bonitos e feios que morrem de vergonha dos mesmos por conta do tamanho.
    Já encontrei casos de homens que quereriam até mesmo diminuir o tamanho do pênis por terem vergonha do avantajado tamanho.
    Penso que a pluralidade da sociedade esta cada vez mais obrigando os estabelecimentos comerciais e públicos a se adaptarem as exigências de grupos distintos.
    As cabinas que garantem um pouco mais de privacidade para quem não quer se exibir ou ter a privacidade aviltada precisariam ser feitas em tamanhos variados de pp, p, m, mm, g,gg e até ggg, o que tornaria o empreendimento inviável comercialmente.
    Imaginem o que seria de um aeroporto como o de Brasília, em dia super congestionado, um verdadeiro horror.
    O que estamos falando é de um problema atual, mas tão antigo quanto a posição de se fazer cocô.
    Não me consta que em sociedades tribais, onde todos andam nus ou semi-nus ocorra esse tipo de problema.
    O convívio desde cedo faz com que o que é excessão se torne tão comum quanto a regra.
    O que é mais guardado, escondido tende a se tornar mais procurado, mais requisitado.
    Quem sabe meu caro Biazzi a solução esteja na forma com que lidamos com a coisa.
    Diante da curiosidade dos que estão olhando com voracidade para o seu pênis a solução para o fato estaria em uma simples frase: Estão vendo como meu pênis é tão normal quanto o de vcs? Ou eu cobro 10 euros de quem fica olhando.
    Uma vez eu ia no meu carro por uma das avenidas mais movimentadas do centro de Manaus quando um ser humano, de maneira ostensiva, me chama atenção para seu enorme pênis endurecido fazendo volume em uma calça justa.
    Aquilo me agrediu.
    Dei a volta na avenida e enquanto eu fazia o retorno ele passa para o outro lado do canteiro central e novamente, dessa vez mais explicitamente, acaricia o volumoso apontando em minha direção.
    Foi como um murro em meu estômago.
    Dei a volta e quando cheguei em frente a ele parei o carro, baixei o vidro e ele já foi logo dizendo: é grande não? vais querer?
    Eu então respondi: Só isso? É pequeno, gosto de coisas bem maiores.
    Foi com imenso prazer que eu vi aquela pacoteira murchar na minha frente como se um balde de água gelada tivesse caído sobre ela.
    Passei por aquela avenida muitas vezes. Vi o mesmo sujeito fazendo a mesma coisa com outras pessoas.
    Comigo ele não fez mais.

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  2. Não recomendo isso a ninguém. Essas atitudes humilhantes contra profissionais do sexo pode se reverter em reações imagináveis e perigosas. O respeito que ele não tem deve existir em cada pessoa.

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  3. A vontade de espancar não é o caso. Não se deve olhar por uma questão de educação, porém nesse caso, quem sai na chuva é pra se molhar, e se ele está com o pinto aluí amostra, não tem nada de mais dar uma olhadinha, todos fazem isso. Se caso alguém passe por isso e encontre um homofóbico, esse homofóbico deve deixar de ser homofóbico e não sair batendo em todo mundo que o flerta.
    Ao receber flertes, as pessoas devem se sentir elogiadas e não ofendidas e, se for o caso, negar a cantada sempre com educação e nunca com grosseria ou violência.

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