29 outubro 2010

Bicha Podre.


Ouço muito os mais velhos dizerem: “Neste mundo tem muita gente que não presta!”, infelizmente não estão enganados, Creio quando alguém passa fome, desenvolva uma capacidade maior de compreender sua dor, portanto, se vejo alguém passando fome ao meu lado, sei muito bem o que ele está sentindo. Não é novidade alguma que nós gays somos mal interpretados, menosprezados, achincalhados, mal falados... dentro da sociedade, portanto seria natural sabermos lhe dar com o outro, ser mais compreensíveis, solidários com todos que nos cercam (muitos gays o são), no entanto a perseguição sofrida, causa um comportamento inversamente proporcional à boa compreensão em alguns de nós.
Não curto muito termos de panelinhas, mas esse que vou usar é o mais apropriado para definir alguns tipos de gays, PODRES, os que se acham melhor que os demais, gostam de se mostra humilhando o outro, pensam ser donos da verdade e outro não é nada, que vive com fofoquinhas mesquinhas, joga na cara de todas que já foi a Milão, Londres, New York, quer derrubar outros a qualquer preço, acha que sua roupa de marca lhe faz melhor que os demais...
De quem são melhores? Quem lhes prova isso? Ninguém é melhor que ninguém, mas como disse antes, quem passa fome sabe que fome dói e quem é humilhado sabe como a humilhação é vergonhosa. Não deveríamos aprender com isso? Sei também que se somos parte da sociedade, logo, nosso comportamento será como o de todos, mas nem toda regra é assim, vejo o caso de homens e mulheres, no geral elas amadurecem primeiro que nós homens por serem exigidas a crescer mais rápido, e elas amadurecem com a exigência. Será que muitos gays não deveriam amadurecer com tanta “porrada levada da vida”? Será que não deveriam ter um respeito maior um com os outros? Bixa Podre, querida, no final do jogo de xadrez todas as pedras vão para a mesma caixinha (peões, rainha, rei...). Faça uma opção para ser mais humana, terá então o respeito de todos e não mais será definida de Bicha Podre. Que Deus te ilumine!
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Dica de Leitura

22 outubro 2010

Inferno Gay? Vida no Interior

  Vida Gay no 
Vida de Gay é complicada em qualquer lugar, quem mora em cidade grande sabe das dificuldades que enfrenta e quase não pensa na realidade de quem vive em cidades menores, ou mesmo povoados longínquos. Imaginando como seria a vida homossexual em locais afastados, decidi escrever este texto com ajuda de amigos do MSN que moram em localidades mais distantes. Gays que vivem em cidade circunvizinham a metrópoles tem a vida carregada de aspectos da vizinha maior, há a presença de jovens “heteros” que se vendem por cinquenta reais, homens casados dando suas escapadinhas, sempre é possível uma fuga a cidade maior para diversão, encontro amoroso..., mas são sempre mal falados e até tratados como marginais. A situação fica difícil na medida em que a distancia da cidade grande cresce, em cidades muito pequenas não há diversão, a muita marginalização de homo, outros se vêem obrigados a casar com alguém do sexo oposto para manter aparência (também acontece muito em metrópoles, porem no geral no interior é regra), quem fica para til ou tia é muito “mal falado” infernizado pelos fofoqueiros, efeminação nem em sonho! No geral a maioria dos gays de cidades pequenas migra para cidades maiores “fugindo da vida de cão sarnento”. Um grupo de rapazes, aqui do Amazonas, inventaram uma maneira de sobreviver, tarde da noite nos fins de semana, os rapazes gays fogem para locais isolados (tipo balneários, estradas, matas) e lá se vive o prazer que lhes é negado na cidade, o chato deles é menosprezar os gays mais pobres que não têm a mesma condição. Infernal mesmo é quem vive em povoados, sítios afastados e estradas. Um rapaz do sul disse: “graças a Deus existe internet, passo até seis meses sem ver alguém como eu (outro gay); um do nordeste: ”o duro e aguentar a cobrança para arrumar alguém do sexo oposto quando se chega aos vinte, ou vinte e poucos anos”; centro do Brasil: “aqui não há opção nenhuma para gente como nós, só um monte de gente ignorante”. Como será onde não há internet? Como deve ser difícil viver em locais assim, como deve ser “pirante” querer sexo e não ter, mesmo que seja casual? Isso deve ser uma vida de inferno. Um amigo do interior de São Paulo comentou que conhece em seu estado, uma cidade de 600 mil habitantes onde a homofobia é forte, que há presença de skinheads em cidades consideradas grandes no interior, e já morou em cidade (universitária) de 240 mil habitantes em que já tem até conselho GLBT na prefeitura, mas em cidade com uma cultura menor como é? Frase de meu amigo: “aqui em São Paulo vários gays acabam se mudando para cidades universitárias ou para as grandes metrópoles daqui: São Paulo e Campinas”. Isso devido à homofobia. Quem quer enfrentar uma realidade destas? Costumamos pensar somente em nossa realidade, mas é bem legal refletir sobre outras, sobre condições e impostas a outros semelhantes nossos. Colegas fora do Brasil falam que em seus países cidades menores também são mais agressivas e há muita migração de gays por isso. Felicidade não deve ser nunca privilegio de um ou outro, mas de todos, o que fazemos para mudar as condições de vida de realidades mais hostis a comunidade gay e outras minorias? Quais as dificuldades que um jovem irá enfrentar saindo de sua cidade? Já pensou como é ser gay em culturas mais agressiva? Que você pode fazer para ajudar? Fiquemos com Deus.
Seria legal  que os leitores do interior deixem suas experiencias como comentário deste texto.

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16 outubro 2010

Legislação Gay

Será que você heterossexual, pastores protestantes, padres, igrejas homofóbicas, pais, mães..., gostaria que seus direitos (pessoas, coletivos e humanos) fossem impedidos de alguma forma? Será que principalmente vocês que dizem mar a Cristo gostariam de ter uma lei que os expedissem de celebrar seus cultos? Pois é eu também não gostaria que houvesse uma lei que não lhes desse a garantia de viver com liberdade. Pois é, amados, para nós gays muitos direitos são negados, talvez a culpa maior nem seja de grupos religioso e homofóbicos, mas pelo fato de nossa falta de organização, de protagonísmo, organizações homossexuais serem fracas, não lutarem de fato por nosso direito, de cada um de nós homossexual que não procurar se organizar em grupos de defesa de nossos direitos, que não exige mudanças. A  juíza federal norte-america, Virgínia Phillips, dias atrás tornou inconstitucional a lei que proíbe que homossexuais que declarem abertamente sua condição sexual sirvam ao exército (claro que também  com o seu bom senso grupo de defesa homossexual pediu tal revisão na lei). Lembro que há muitos países que defendem o direito gay e quando se identifica agressores homofóbicos são punidos. Lembro também que: A Holanda foi o primeiro país a liberar o casamento homo afetivo, em abril de 2001, seguida pela Bélgica em junho de 2003, Espanha e Canadá em julho de 2005 e a Grã-Bretanha em dezembro desse mesmo ano. África do Sul foi o pioneiro africano em 2006, Noruega, no início de 2008 casamentos e adoção, Portugal, casamento e adoção em 2010, na Argentina, nossa vizinha, deu a casais gays o mesmíssimo direito de casais heterossexuais, vale dizer ainda que nos EUA e México, há estados que aprovam também o casamento gay. Aqui no Brasil há uma ou outra decisão judicial em defesa gay: ”Direito em Roraima - O juiz Rogério Montai de Lima, que responde pela 3ª Vara da Família de Porto Velho/RO, garantiu, por meio de   decisão na  sexta-feira, dia 26, direito a um dos companheiros de uma relação homo afetiva de administrar as pendências financeiras do parceiro, vítima de um AVC - Acidente Vascular Cerebral, conhecido popularmente por derrame. Um dos homens  pediu na ação uma tutela antecipada (liminar)  para lidar com as contas do companheiro devido ao estado de saúde do mesmo”. Desde 1996, o Congresso tem entre seus projetos uma proposta que autoriza a parceria civil entre homossexuais no Brasil. Por parceria civil, entenda algo muito próximo de casamento, mas não passa devido à bancada evangélica. Em que faria mal o direito gay? Qual o sentido de impedir de nossos direitos? Para que ter medo de direitos gays? Creio que a evolução do mundo nesse sentido vai ser gradativa e eminente, se nos organizarmos isso será muito mais rápido, temos. Penso que em outros países de cultura mais radical (machistas, homofóbicos, teocêntricos, de pouca cultura) o sofrimento ira ser muito maior, infelizmente. Parabéns aos países que já evoluíram na defesa gay afinal só somos só humanos e como tal queremos só ser felizes. Confira a baixo uma lista de direitos negados a gays ( Site Super) e  no final o endereço  do texto onde ela está , muito bom, recomendo
 37 razões para dizer sim  - Você pode não pensar neles, mas ao casar ganhamos algumas dezenas de benefícios. Confira a lista dos direitos aos quais casais gays não têm acesso
1. Não podem casar
2. Não têm reconhecida a união estável
3. Não adotam sobrenome do parceiro
4. Não podem somar renda para aprovar financiamentos
5. Não somam renda para alugar imóvel
6. Não inscrevem parceiro como dependente de servidor público
7. Não podem incluir parceiros como dependentes no plano de saúde
8. Não participam de programas do Estado vinculados à família
9. Não inscrevem parceiros como dependentes da previdência
10. Não podem acompanhar o parceiro servidor público transferido
11. Não têm a impenhorabilidade do imóvel em que o casal reside
12. Não têm garantia de pensão alimentícia em caso de separação
13. Não têm garantia à metade dos bens em caso de separação
14. Não podem assumir a guarda do filho do cônjuge
15. Não adotam filhos em conjunto não podem adotar o filho do parceiro
16. Não podem adotar o filho do parceiro
17. Não têm licença-maternidade para nascimento de filho da parceira
18. Não têm licença maternidade/ paternidade se o parceiro adota filho
19. Não recebem abono-família
20. Não têm licença-luto, para faltar ao trabalho na morte do parceiro
21. Não recebem auxílio-funeral
22. Não podem ser inventariantes do parceiro falecido
23. Não têm direito à herança
24. Não têm garantida a permanência no lar quando o parceiro morre
25. Não têm usufruto dos bens do parceiro
26. Não podem alegar dano moral se o parceiro for vítima de um crime
27. Não têm direito à visita íntima na prisão
28. Não acompanham a parceira no parto
29. Não podem autorizar cirurgia de risco
30. Não podem ser curadores do parceiro declarado judicialmente incapaz
31. Não podem declarar parceiro como dependente do Imposto de Renda (IR)
32. Não fazem declaração conjunta do IR
33. Não abatem do IR gastos médicos e educacionais do parceiro
34. Não podem deduzir no IR o imposto pago em nome do parceiro
35. Não dividem no IR os rendimentos recebidos em comum pelos parceiros
36. Não são reconhecidos como entidade familiar, mas sim como sócios
37. Não têm suas ações legais julgadas pelas varas de família"
 Que Deus sempre nos ajude e ate à próxima. 
Sugestão de leitura

08 outubro 2010

Preconceito e homofobia, “privilégio” humano



Conversando sobre o tema família dias atrás, uma amiga norte-americana disse: “quando meu filho nasceu e também a namorada de meu irmão deu a luz, meu pai falou que estava muito contente porque seus filhos não eram gays”. Lembrei do que havia ouvido de outro amigo residente na Europa: “ninguém liga onde moro se eu e meu companheiro somos gays, cada um vive a sua vida e ninguém perde tempo se incomodando com a vida alheia”. Como não conheço bem a realidade de países que julgamos desenvolvidos, cheguei a pensar ao ouvir isso de meu amigo que aqui somos bem preconceituosos e homofóbicos, mas em contra partida, o comentário do pai de minha amiga me deu a curiosidade de saber como é que rola essa questão de preconceito e homofobia no exterior. Na internet encontrei algumas “preciosidades”, já sabendo que o tema em questão não é algo particular nosso. O jogador Yoann Lemaire teve sua licença negada pelo clube Chooz, de Ardennes, na França, por ser homossexual assumido; 15 de outubro de 2009 Itália rejeita “orientação sexual” em projeto de lei anti-preconceito - Membros italianos da associação LGBT (Lésbicas, Gays, Transexuais e Bissexuais) anunciou que vai realizar um pedido de asilo coletivo ao consulado de Espanha em Milão para denunciar “o crescente clima de homofobia que vive Itália”; No Japão não houve três anos a parada gay porque os organizadores não encontravam voluntários suficientes para participar do evento: Na Rússia cerca de 30 militantes homossexuais Russos e estrangeiros organizaram uma pequena parada do orgulho gay no centro de Moscou depois de passar a manhã fugindo da polícia, que proibiu a manifestação; Em 2008 um estudo publicado nos Estados Unidos apontou que 53% das famílias GLBT com filhos em idade escolar sofrem com as mais variadas formas de discriminação e homofobia nas escolas daquele país; Na Espanha vira e meche alguém  e processado ou multado por algum ato homofóbico, se existe processo é porque existe homofóbico. Se continuasse pesquisando encontraria muito mais casos de preconceito e homofobia. Por que isso acontece? Porque o preconceito e homofobia ainda existem? Será isso algo natural só para quem não estuda? Coisa de pessoas ultrapassadas e velhas? É coisa de países pobres com falta de cultura? Em algumas regiões do planeta a coisa é mais pesada, há países que condenam veementemente homossexuais, até com a morte, ser gay é crime, Mas também há países “que tem tudo” para isso não existir e existe. Em fim preconceito e homofobia não são algo daqui ou dali, mas de todo lugar, de pessoas que são intolerantes com o diferente, que não tem o mínimo de respeito às minorias. Será que essas pessoas se julgam melhores que seus semelhantes devido à condição sexual? Em alguns locais do planeta há poucas pessoas homofóbicas e preconceituosas, em outras muitas, mas em todas há. Importante é denunciar casos de agressão a gays, defendermos o direito a vida que todos têm, importante é nos precavermos de pessoas doentes e intolerantes, sempre que podermos, cutucar nossos dirigentes que tem a obrigação de legislar em favor de todos, nos livrando definitivamente deste “câncer” humano.
Leia essa informação do lingue que segue

01 outubro 2010

Deus Ama os Gays

Ola... Segue a baixo hoje o texto de um amigo do blog, Douglas Machado, é uma historinha bem legal que nos ajuda a refletir. Aproveitando que neste domingo é eleição, só lembro que nossa responsabilidade não é pequena, temos a obrigação de escolhermos políticos sérios e principalmente para nós gays não vota em candidatos que estão envolvidos com ideologias homofóbicas, lembre-se que no congresso nacional tem um projeto sobre união gay que não foi aprovado devido ideologias. Pense bem antes de voltar. Agora segue a baixo o texto, ótima leitura e fiquem com Deus.
Deus Ama os Gays
Certa vez, um pai respeitado caminhava pela praia em crepúsculo renovador, mas cabisbaixo, refletia, sem rumo.
Senta-se na beira da praia, fita o horizonte quando criança dócil senta ao seu lado e pergunta, sem noção quanto à gravidade do caso que cercava os pensamentos do senhor de família:
- Por que o senhor está triste?
Respondeu, encontrando no rosto angelical da criança, o único ser que poderia ouvir sua inquirição:
- Sou pastor, muito devoto e minha família segue a mesma tradição, porém, um de meus filhos se perdeu do aprisco de Jesus, rebelando-se contra as vontades de Deus, assumindo o papel sexual oposto a sua condição física, ou seja, tornou-se “maricas” aos olhos de todo mundo.
Com lágrimas caindo no rosto, soluçou, respirou enquanto a criança novamente pergunta inocente, sem saber o significado da palavra “maricas”:
- Se eu fosse “marica”, meus pais me amariam do mesmo jeito, pois aprendi que os filhos são presentes de Deus... E você ama seu filho?
Lágrimas acompanhadas da resposta acertaram o ponto auge do nobre senhor:
- Sim, amo muito o meu filho e meu carinho por ele não muda, apesar de todas as revelias de meus amigos e familiares, no fundo do coração amo ele e quero todo o bem do mundo. Mas, tenho muito medo do temor de Deus em levá-lo a tortura, pois é contra os seus mandamentos. A bíblia é contra! Sou inferior a Deus e não posso fazer nada!
Pondo a mão no rosto, em prantos, ouve a lição inesquecível da criança:
- Amigo, se teu coração pulsa o amor pelo teu filho, mesmo em condição inferior ao Pai, que é criador e perfeição absoluta, acha que ele amaria menos que você que está aprendendo a amar? Se doares o amor ao teu filho, amando-o assim mesmo, acha que Deus quando o fez e traçou a rota de todos nós, não nos fez igualmente por amor? Olhe para o céu e observe que tudo é perfeito, mesmo que incompreensível, é fonte de perfeição e bondade da criação que não falha, mas que o livre arbítrio é guia de cada um. Analisa a bíblia e nela contém a máxima de amor, refutando os excessos para o equilíbrio da criatura, pois todos pertencem à filiação paterna de luz. Se tu amas o teu filho, na condição natural em que se encontra, imagine Deus, pois nenhuma de suas ovelhas se perderá. Todos são administradores da vida eterna e quem exclui o próximo do banquete divino, não compreendeu a essência divina na sua pureza, pois todos são águas da mesma fonte que desaguará no mar do amor maior, que é toda justiça e bondade imutável.
Consolado, o senhor encontra-se abraçado por Jesus, que em forma da criança tenra, lhe mostrara o ideal da vida que é sempre amor, seguro de que Deus jamais abandona seus filhos e todos são parte do seio da eternidade.