08 fevereiro 2012

Respeito entre Gays

Creio que todo brasileiro sabe o que é um arranca rabo, pois é, estávamos eu e um amigo tomando um bom chop em umas das noites quentes e cheias de estrelas da cidade de Manaus, foi quando então apareceu um amigo dele que até então eu não conhecia. Muito bem articulado, mostrava ter uma boa visão da vida, da sociedade..., Foi então quando meu amigo colocou o assunto de umas das postagens que havia feito há tempos atrás em meu blog, seu amigo logo protestou e tentou causar um desconforto entre nós, dizia que já havia lido tal texto, que discordava completamente do que eu escrevi e blá, blá, blá...
O texto em questão fala sobre sexo em locais públicos (http://herycon.blogspot.com/2011/02/gays-e-sexo-em-locais-publicos.html), como minha mãe me ensinou que dois brigam somente quando ambos querem, deixei o cara dá o show dele, com seu chilique. Fiquei calado e o cara se irritou, em seguida perguntei a ele o que gostaria de ouvir de minha boca para encerrar aquele tipo de comportamento, foi quando, creio eu que se tocou da cena patética que estava cometendo, respirou fundo e procurou manter um nível mais civilizado. Não quero com esse papo mostrar que sou uma pessoa super equilibrada e que nunca perco a linha, pois também como qualquer ser humano há horas que não engulo algumas atitudes e logo coloco os pingos nos is.
Não tenho nada contra de quem acha que sexo é para sair fazendo com quem quiser ou onde quiser, desde que não constranja a terceiros ou exponha ao risco inocentes, como também acredito que dificilmente quem vive por aí atrás sexo e o pratica em qualquer lugar obcecadamente, dificilmente vai conseguir manter-se longe de alguma DST e o mesmo vai acontecer com quem se envolve com pessoas assim. É algo evidente que quem se expõe mais ao perigo, mais está sujeito a se meter em confusão.
Cada um deve ter o direito de expor seu pensamento e ser respeitado, posso não concordar com o pensamento do outro, mas o respeito deve haver. Se fossemos querer entrar em atrito com o outro pelas diferenças que temos onde vamos parar? Minhas idéias eu defendo quem tiver a suas que o faça, mas com respeito a quem o cerca. Quero deixa claro ainda que essas taras não sejam só de alguns gays, mas de heteros também, afirmo que todos devem procurar se prevenir e usar preservativos ou ainda assumir as conseqüências do que pode vir pela frente.
Conheço pessoas que propositalmente transmitiu alguma DST para outros, até que me provem o contrário vou sempre acreditar que quem busca sexo de qualquer forma e em qualquer lugar sempre está mais exposto a procurar socorro medico para cuidar de sua saúde. Continuo também crendo que quem entra em um banheiro publico e fica olhando para teu pênis e te encarando deveria ter um pouco de vergonha na cara e procurar pessoas semelhantes a ele, que pense do mesmo modo. Respeito é bom é todo mundo gosta e quer.

31 janeiro 2012

Sou Gay e Minha Mãe Não me Aceita

Segundo a ciência existe uma substância (creio que oxitocina) que faz com que as mães amem profundamente suas crias, seus filhos a ponto de levantar ou se por frente a um veículo em movimento para salvá-los, jogar-se em um rio sem saber nadar, enfrentar marginais armados...
Costumamos julgar a natureza como perfeita, mas será que é mesmo? Ou será qeu ela tem caminhos tortos para um determinado fim? Faço-me essa pergunta por me parecer que algumas mães são incapazes de amar tão profundamente assim suas crias, ou não produzem tal substancia. Digo isso porque há mulheres que parecem detestar seus filhos ao assumirem sua natureza homossexual.
Ao mesmo passo que vejo a incapacidade de algumas mães amar, fico me perguntando por que há filhos que ficam nessa expectativa monstruosa de ser aceito por sua genitora? Será que dependemos tanto assim do sentimento de alguém para ser feliz? Será que não devemos seguir nossos caminhos, independente do que outros sintam em relação a nosso jeito de ser, mesmo que esse outro alguém seja meu pai, minha mãe, meus irmãos?...
Não sei como seria, mas creio que não deixaria de amar minha mãe por nada nesse mundo, mas ao mesmo passo não viveria me lamentando porque ela mostra não me amar por minha sexualidade. Com todo respeito, amo minha mãe mais se esse sentimento não for recíproco vou seguir meu caminho, erguer minha cabeça e procuraria o caminho de minha felicidade. Creio que minha felicidade dependa mais de mim que da aceitação de quem quer que seja.
Não quero ser reducionista com este texto apontando somente para o aspecto da homossexualidade, visto que isso acontece também com filhos heteros, porém o blog é voltado a comunidade gay, dando algum tipo de alento a esse grupo de um ponto de vista empírico.
Se isso acontecesse comigo, deixaria a vida seguir seu rumo e se algum dia fosse preciso eu mostrar meu amor, diante de alguma circunstância da vida, não agiria como aquela, que em tese, deveria ter me amado incondicionalmente.