05 abril 2011

Homofobia no Esporte (volei)

“Após ser alvo de preconceito em Minas Gerais, o atleta Michael, do Vôlei Futuro, assumiu ontem ser homossexual. "Sou gay, mas isso não precisa ser comentado. “Todo mundo aqui sabe", disse ao Globo Esporte. Na semifinal contra o Cruzeiro, na sexta-feira, em Contagem, o atleta foi chamado de "veado" e "bicha" pela torcida toda vez que participava do jogo. “O árbitro não relatou o caso na súmula”.
Não sei se você é do tipo que se alegra quando alguém tem consciência de si, que não é como muitos que ficam sobre o muro ou se escondendo atrás de uma mulher. Infelizmente não convivemos em uma sociedade que sabe lhe dar com o diferente, talvez por pura preguiça de aprender sobre essas diferenças e respeitá-la.
Infelizmente existem pessoas como as que agrediram Michel, fico pensando se foi uma tentativa de tirar a concentração do atleta, uma brincadeira idiota ou um ato claro de homofobia. Eram muitas pessoas chegando Michel, será que próximo a eles não há nenhum gay? Ou será simplesmente um bando de alienados tapados que não percebem nada ao redor? Será que esse esporte deve ser praticado só por heteros? Será que alem de sermos menosprezados por idéias preestabelecidas por uma sociedade preconceituosa devemos não ter nenhuma pratica esportiva?
Certa vez uma senhora disse em uma clinica oftalmológica ao ver um rapaz efeminado: Queria que todos os gays desse mundo morressem!  Como eu conhecia o médico, que também era o da senhora “gentil”, bem como o namorado dele disse a ela: Senhora, de me perdoe pelo que vou dizer, deixe suas ideais explicitas com um tom menor de voz, o namorado dele está sentado aí na frente e acabou de olhar-la com uma cara de desprezo.
Ela meio alcoviteira começou a perguntar se o medico era gay mesmo e ainda acrescentou: “Gente ele é tão bonito! e foi quem fez a cirurgia no meu olho... é um médico tão bom, tão competente... é tão bonito... Então lhe disse: Senhora se todos os gays do mundo morressem, nesse exato momento, certamente muita gente competente também morreria como médicos, professores, jogadores de futebol, pais de família...
Não sei se ela atendeu a mensagem, chamaram meu nome para ser atendido, o rapaz que estava ao lado dela, seu filho, me olhava o tempo todo que conversava com os olhos brilhando, evidente que não comentei. Gays fazem qualquer outra coisa inventada pelo homem e estão em todas as partes da sociedade, inclusive em todos os esportes.
Outra a experiência tosca que tenho para contar é de certa vez alguém ao meu lado, gritar para um homossexual, que corria na rua, chamando-o de menina, com toda delicadeza que mamãe me deu perguntei ironizando: Cara, mas ela tem cara de homem, você já meteu a mão dentro da caixinha dela pra saber se é mulher mesmo!?
Que babaquice é essa para classificar o outro por ter uma sexualidade diferente, da sua, como palavrinhas idiotas? Que tipo de torcedor não sabe respeitar? Não sabe conviver com o diferente? Como deveríamos lhes classificar?
Parabéns a Michel e a Vôlei futuro! Agora sou dessa torcida!

29 março 2011

Namoro um Soropositivo

Enviado á meu email por leitor do Blog, gostei, bom de ler espero que gostem.
Eu não tenho HIV e meu namorado sim, quando descobri confesso que foi complicado, mas logo procurei informações sobre o assunto, ele me ajudou muito nesse processo de compreensão do HIV e tudo mais que vem com ele. O maior medo que ele tem por ser portador é o preconceito que muita gente ainda tem do portador.
 Eu o trato com naturalidade, de igual para igual, claro que ele deve ter um controle maior com a saúde, tento ser apoio para ele nesse sentido, leio, faço pesquisa, cobro da instituição se for preciso sobre seus direitos etc.
Ele é um homem consciente, gosto de está em sua companhia, percebo-o como mais um cidadão na sociedade. Nesse processo de aprender a lhe dá com alguém que vive com o HIV aprendi muito e tento contribuir, ele sempre comenta comigo sobre pessoas se põem na sociedade como vitima por ter o vírus, e pior ainda são aquelas que discriminam outras pessoas por não ter.
Não consigo entender como alguém que sofre com algo deste tipo (preconceito) é capaz de usar da mesma agressão com outros que lhe cerca. Não entendo para que vitimizar-se, não se inserir na sociedade como outro qualquer. Não entendo porque muitos entram em seus “casulos” para discutir seus problemas e com a participação de todos que está fora dele, afinal estamos todos em um mesmo planeta, uma mesma sociedade.
Se uma pessoas tenta levantar um elefante certamente não ira conseguir, mas com a ajuda de todos essa tarefa irá fica mais leve. 'Sempre acreditei em um mundo mais humano e igualitário, isso antes de eu ter AIDS', essas são palavras do meu namorado. Refleti nesse trecho do seu discurso em um diálogo nosso e vi que a gente precisa desconstruir  a idéia de lutar contra o preconceito sendo apenas eu a lutar, todos nós podemos de forma mais consciente trazer reflexões de assuntos emergenciais do dia-a-dia e um deles é o preconceito, hoje ele tem AIDS, amanhã ele pode não ter, mas nesse momento precisamos curar uma outra AIDS, essa outra é assustadora, ela não só mata quem vive como mata toda a sociedade, dei até um nome a ela AIDS partindo do préconceito, um termo meu, mas essa é a doença mais grave que temos que enfrentar, a exclusão social pela sorologia, vamos eu e ele ser incessantes já que sou consciente que não tenho AIDS no sangue, mas no coração estou infectado e vou morrer lutando contra o preconceito.

21 março 2011

Gay Namoro e Carência

Às vezes tenho saudades de meu tempo de criança, simplesmente por não se preocupar com algumas necessidades que aparecem quando crescemos, mesmo sabendo da capacidade humana, chego até duvidar daqueles que afirmam viver sem sexo. Um colega aproximou-se esses dias e comentou: “Estou precisando namorar”. Como sempre questionador comentei: “Será que você precisa mesmo de alguém?”. Ele então disse: “Estou necessitado”. Caiu então a ficha, sempre defendi a idéia que não precisamos necessariamente de alguém para ser felizes, mas isso não implica obviamente ha não tenhamos desejos. É bom beijar na boca, sentir um abraço gostoso, dormir com alguém do lado e vira e meche abraçar, ficar na famosa posição conchinha, sair juntos, viajar, muito melhor ainda com quem queremos bem e amamos.
Quando é troca de caricia por troca de caricia, ou sexo pelo sexo repercute em certo arrependimento interno onde a pessoa se diz: “Que merda eu fiz?”. Há aqueles que de tanto entrar em relações artificiais, ou vazias, que nem se importam mais com o que sentem, e sempre está a procura por alguém disponível por um sexo sem compromisso e no seu intimo diz:” Tenho que pegar alguém hoje”. Esses muitas vezes acordam no dia seguinte e perguntam a si próprios onde estão. Há quem passe por esse tipo de experiência que não quer nem saber de ficar, transa por transar, mas muitas vezes por carência caem novamente no mesmo tipo de relação. Há quem, a toda hora, pensa ter encontrado finalmente o príncipe encantado e está amando. Há quem diga que ninguém mais quer algo serio, que ninguém presta...

Enfim, melhor quando éramos crianças que não tínhamos esse desejo tão latente a carne. Mais importante que querer voltar ao estado de criança, e não se vai voltar mesmo, é tentar buscar a pessoa certa fora de ambientes onde sabemos não propícios para encontrá-las (não aconselho boite gay e nem salas de bate-papo de mesmo tipo). Deve-se buscar uma boa leitura, amigos com conteúdo, e não aqueles que estão sempre caçando desesperadamente. Não ficar lamentando por não ter alguém ali a seu lado, deixar a vida acontecer, não se preocupe tanto, Não saia pegando e se apegando a todos que você vê como um possível pretendente. Se não estiver estudando procure um curso que você gosta e volte às aulas. Procure curtir a vida de solteiro, mas sempre com prudência. Principalmente não volte a relações complicadas do passado só porque não está encontrando uma nova relação.